Recuperação da Informação

Este texto é um rascunho criado para facilitar o processo de consolidação dos conceitos acerca do tema em preparação para a prova da seleção de doutorado do curso de Ciência da Informação da Universidade de Brasília, todavia é inicial e, por esse motivo, pode conter incorreções.

Recuperação da Informação

O tema de Recuperação da Informação é tratado por Brascher em seu trabalho de 2002. Nele o autor conceitua o que se entende por Recuperação da Informação retomando o fato de ser este um problema Constante na sociedade e necessário para o funcionamentode grande parte dos sistemas computacionais.

Embora este problema seja comum e frequente a recuperação da informação ainda não foi resolvida de maneira satisfatória pelos avanços computacionais obtidos até o momento. A recuperação da informação pode ser realizada basicamente por duas estratégias principais:

a) As linguagens documentárias a exemplo do Tesauro, que visa cobrir um domínio específico do conhecimento e que, por isso, contém termos que se relacionam semanticamente, e das Ontologias, especificações formais que visam descrever estruturas conceituais de domínios específicos

b) As linguagens naturais que são baseadas nas buscas por palavras e que por isso acabam gerando ambiguidade.

Os maiores mecanismos de busca, tais como o Google, optaram pela segunda estratégia, o que permite a eles trazerem dezenas de milhares de resultados para buscas sem contudo permitir que apenas os resultados relevantes sejam de fato apresentados pelos usuários. Todavia não existe ainda hoje nenhuma ferramenta de massa que permita utilizar linguagens documentárias para recuperação da informação p0r parte do grande público.

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Letramento Informacional

Este texto é um rascunho criado para facilitar o processo de consolidação dos conceitos acerca do tema em preparação para a prova da seleção de doutorado do curso de Ciência da Informação da Universidade de Brasília, todavia é inicial e, por esse motivo, pode conter incorreções.

Letramento Informacional

O conceito de Letramento Informacional trazido aqui foi trabalhado por Guasque (2010) e, de forma simplificada, significa o aprender a aprender. Esse termo fora utilizado anteriormente no relatório da UNESCO (1999) e compunha um dos quatro pilares da educação. Nessa temática o aprender a aprender trata da autonomia do usuário da informação, que passa a ter condições de buscar informações independente de ajuda de terceiros. Nesse contexto o trabalho de Guasque se aproxima do trabalho de Suaiden (2010) que conceitua Sociedade da Informação. Suaiden a define como um grupo de usuários que dependem menos dos serviços de informação, sendo capazes, portanto, de interagir com os sistemas de informação alcançando seus objetivos informacionais.

Para que o Letramento Informacional seja alcançado é necessário que esses usuários desenvolvam habilidades e competências para o uso da informação. Compreende-se o conceito de habilidade como a realização de cada ação específica para se alcançar a competência. Competência é definida por Guasque como o “saber fazer”, que também dialoga com um dos pilares definidos pela UNESCO, o “aprender a fazer”.

Sociedade da Informação

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Arquitetura da Informação

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Arquitetura da Informação

Para o autor Lima-Marques (2006) a Arquitetura da Informação é uma metodologia responsável por estruturar os Sistemas de Informação. Como é sabido, existem diversos tipos de Sistemas de Informação, desde sistemas especializados, como por exemplo os de saúde e biblioteca até sistemas de caráter mais geral. Cabe então à Arquitetura da Informação definir como a informação é melhor estruturada, permitindo assim que os sistemas de informação atinjam o público desejado.

A metodologia por trás da Arquitetura da Informação é responsável por retratar a gênese, transformação e consolidação da Informação. Essas três etapas citadas por Marques-Lima (2006) fazem paralelo com o ciclo da informação proposto por LeCoadic (2003), já que é baseada em uma abordagem tríplice que tem início na criação da informação – LeCoadic usa o termo “construção”. A gênese seria, portanto, o momento em que a informação é criada a partir de dados disponíveis. Têm-se, então, a criação de significado entre os dados e a consequente concretização da informação. A transformação se dá quando a informação é modificada para atender determinados objetivos informacionais e pode ser realizada a partir do diálogo entre pesquisadores. Já a consolidação se dá quando a informação atinge determinado nível de maturidade e pode, portanto, ser considerada estável.

Estas etapas possuem como objetivo tratar a informação de forma mais ampla possível, no entanto é preciso que ela esteja adequada ao seu usuário final, o que é feito através do Estudo de Usuário. Baptista e Cunha (2007) entendem que o objetivo deste estudo é coletar dados acerca dos usuários permitindo assim criar e avaliar os produtos de informação. Hora, se tais produtos são os responsáveis por fornecer informações e se os Sistemas de Informação abordados por Lima-Marques (2006) têm como objetivo disponibilizar informações armazenadas digitalmente, pode-se concluir que a Arquitetura da Informação está intimamente ligada ao Estudo de Usuário. Os dados coletados durante o Estudo de Usuário permitiriam compreender melhor como é o fluxo de transformação da informação proposto por Lima-Marques na metodologia de Arquitetura da Informação.

Estudo de Usuário

 

 

 

 

 

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Acesso Aberto

 

Este texto é um rascunho criado para facilitar o processo de consolidação dos conceitos acerca do tema em preparação para a prova da seleção de doutorado do curso de Ciência da Informação da Universidade de Brasília, todavia é inicial e, por esse motivo, pode conter incorreções.

Acesso Aberto

 

A perspectiva de Acesso Aberto é apresentada por Costa (2006) que identifica a temática como uma das três grandes áreas da “Filosofia Aberta”. Segundo o autor, assim como o “Software Livre” preocupado com a criação de programas de computador de código aberto e o “Arquivo Aberto”, cujo foco é a disponibilização de arquivos em padrões abertos e acessíveis tais como o LaTex, o “Acesso Aberto” tem seu foco da disponibilização de forma livre e gratuita de conhecimentos científicos por meio da internet.

O acesso aberto foi formalizado em 2002 através da publicação do “Budapest Open Access Iniciative” – BOIA. Esta iniciativa buscava uma forma de mudar o modelo de publicação científica vigente até então e que priorizava os periódicos pagos em detrimento do acesso à informação. O início do BOID foi marcado por duas macro estratégias:

1. Depósito dos artigos em repositórios de Acesso Aberto;
2. Publicação por parte dos pesquisadores que assinaram a iniciativa dos próprios arquivos em revistas de Acesso Aberto.

Seguindo estas estratégias, o BOID ainda propunha que as agências de fomento, como principais financiadoras das pesquisas científicas, seriam as responsáveis por promover e monitorar tais revistas. Como a principal verba para pesquisa científica provém de financiamentos públicos, o que a comunidade de Acesso Aberto propõe é que o resultados de tais pesquisas devem ser públicos também.

Ainda nesta linha há a proposta de que novos modelos de negócio sejam pensados para as revistas de Acesso Aberto a fim de que elas sempre disponibilizem de forma gratuita para o usuário o acesso à informação. Dentre estes novos modelos de negócio poderiam, por exemplo, cobrar para que os pesquisadores publicassem.

Além dessas questões de Acesso Aberto levantadas, a discussão abre espaço para outras questões, como por exemplo a metodologia de avaliação de pesquisadores, inclusive no cenário nacional, uma vez que utilizar o padrão atual de publicações em periódicos com alta avaliação a princípio acarretaria no impedimento de acesso livre à informação publicada. No sentido de aprofundar essa temática, muitos pesquisadores inclusive já abordam a perspectiva do Open Science, em que todo o processo de pesquisa seria aberto à comunidade científica.

Embora ainda existam vários empecilhos, a tendência é que o Acesso Aberto ganhe cada vez mais espaço no Brasil e no mundo.

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